Pequenos laticínios debatem perspectivas para novos mercados

Painel da Cadeia Láctea - Crédito Artur Chagas AgroEffective DivulgaçãoA Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) promoveu nesta quarta-feira, 28 de agosto, um debate para discutir alternativas de novos mercados para o setor, sobretudo o chinês. Para isso, esteve presente o presidente do Instituto Brasil-China, Sérgio Moras.

Na abertura, o presidente da Apil/RS, Wlademir Dall’Bosco, ressaltou que o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do país. No entanto, o dirigente lembrou que a carga tributária do Brasil precisa baixar para viabilizar os custos de produção. “O governo comete um equívoco ao tributar a produção e não o consumo”, enfatizou.

Já o presidente do Instituto Brasil-China, Sérgio Moraes, lembrou que, nos últimos 70 anos, a China desenvolveu-se com muito trabalho combinado com forte ação governamental. Atualmente, 70% da população chinesa pertence às classes média e alta. Só na classe média, são 650 milhões de pessoas com renda per capita de US$ 50 mil por ano. “São praticamente quatro ‘Brasis’ de alto consumo concentrado em 22 cidades”, destacou.

Neste sentido, Moraes ressaltou que há mercado na China, independente do porte do negócio. Devido ao mercado asiático gigantesco. O presidente do Instituto Brasil-China aconselhou os laticínios a colocar produtos inicialmente com valores mais elevados, direcionados às classes mais altas, para terem tempo de se estruturar visando no futuro atender com eficiência classes mais baixas.

Após o debate, a Apil/RS promoveu uma degustação de queijos de laticínios vinculados à Associação. A variedade envolveu os queijos Parmesão, Provolone, Mussarela e Colonial. Entre as marcas apresentadas estiveram a Kiformaggio, Duplex, Tche Milk, Sarandi, Friolack, Paladar da Serra, Mandaká, Frizzo e Rodeio.