Investimento em análise sensorial agrega valor nos laticínios

IMG-20190607-WA0022A importância da análise sensorial para a indústria e o consumidor foi detalhada no Curso de Juízes de Queijo na manhã desta sexta-feira, 7 de junho, pela diretora Científica da Associação Gaúcha dos Laticinistas (AGL), Neila Richards. A iniciativa foi realizada com o patrocínio da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS), no Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (Icta), no Campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre (RS).

“A indústria tem que atender os desejos do consumidor. Para que isso aconteça o empresário precisa saber o que este quer. Por outro lado, para o consumidor o mais importante é que os produtos sejam gostosos, palatáveis, aromáticos e que os façam lembrar, por exemplo, de um fato da sua infância ou de um momento bem prazeroso”, explicou Neila. “Quando o empresário entende essa demanda ele consegue fazer um produto que já se vende sozinho. Ele agrega valor”, complementou.

Outra abordagem detalhada pela diretora Científica tratou sobre as influências nos hábitos sensoriais. De acordo com Neila, eles podem ser culturais, socioeconômicos e, inclusive, religiosos. “A China tem o hábito de comer carne de cachorro. Na Inglaterra não é proibido o consumo de carne equina. No Brasil, a nossa legislação não permite a alimentação com esses animais pelo fator psicológico pois entendemos o cão e o cavalo com outra conotação emocional e que não aplicamos para os bovinos, por exemplo”.

Para os candidatos em ingressar na profissão a diretora Científica adianta alguns cuidados. “Os interessados precisam estar com a saúde em dia, levar em consideração os conceitos de higiene, cárie dentária, não ser fumante. Eu também costumo falar para os alunos que não basta gostarem do produto. Precisam entendê-lo, conhecer sua história, quais os tipos semelhantes que existem no mercado, entre outros”, finalizou Neila.