IN 62 é tema de debate na Apil/RS durante Expointer

As alterações da Instrução Normativa 62 entraram em pauta na casa da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do RS (Apil/RS) durante a 41ª Expointer. Reunindo as principais entidades ligadas ao setor, o evento contou com representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), Secretaria de Agricultura do Estado (Seapi), EMBRAPA, SDR, FAMURS, EMATER, FETAG, SINDILAT, IGL, AGL, CONSELEITE, Ocergs, UFSM, UFRGS.

Dentre as principais mudanças apontadas na IN 62, estão os limites de CCS e CBT (Contagem de Células Somáticas e Contagem Bacteriana, respectivamente). Os limites passariam então de 300 para 100 mil UFC/mL para CBT e de 500 para 400 mil céls/mL para CCS.

A revisão da Instrução Normativa (IN) nº 51 /2002 alterada pela IN nº 62/2011 pretende estabelecer novos regulamentos técnicos de identidade e características da qualidade do leite, além de definir critérios e procedimentos para a produção, acondicionamento, conservação, transporte e recepção do leite cru, respectivamente. As normativas são para os estabelecimentos registrados em Inspeções Oficiais, ou seja, estabelecimentos fiscalizados pela Inspeção Municipal, Estadual ou Federal.

A intenção, de acordo com o Superintendente do Mapa no RS, Bernardo Todeschini, é melhorar a qualidade do produto final, melhorar o acesso a esses produtos e focando também na exportação. “Possivelmente a IN 62 entre em vigor esse ano e, entrando em vigor, tem seis meses para adequação. Então, as indústrias deveriam fazer um elo com o produtor, porque a qualidade deve vir desde o início da cadeia produtiva,” destaca Todeschini.

Um dos principais questionamentos é, o que fazer para definitivamente avançarmos na melhoria da qualidade do leite? Para a pesquisadora em qualidade do leite, da Embrapa, Maira Balbinotti Zanela, a qualificação dos fornecedores é o primeiro passo. “A qualificação dos fornecedores, com uma assistência técnica bem feita poderia ajudar muito a resolver essa questão, através das boas práticas agropecuárias, um esforço conjunto entre produtor, técnicos e instituições”, enfatiza a pesquisadora.

A ideia de convocar a reunião foi para debater e buscar caminhos para se adequar a estas possíveis mudanças, que também inclui a alteração na temperatura de recepção do leite na plataforma, que passará de 10°C para 7°C. “Convocamos as instituições justamente para ouvir e debater a IN 62. Sabemos, por exemplo, que uma das principais dificuldades é a distância e o tempo para recolher o leite nas propriedades. Talvez já a médio prazo, as agroindústrias tenham que fazer frente à esta iniciativa, de investir nos produtores, nos fornecedores da matéria-prima, com uma assistência técnica de qualidade. Porque lá na frente, a legislação vai cobrar da indústria o resultado e a qualidade do produto final”, destaca Wlademir Dall’Bosco, presidente da Apil/RS.

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