Entidade americana apresenta dados do cenário e mercado lácteo dos EUA

Um dos pontos altos da programação da Apil/RS na 41ª Expointer foi o painel “Holstein: a vaca mais perfeita do mundo”, apresentado pela norte-americana Holstein Associetion USA. A diretora executiva da Associação, Jodi Hoynoski, trouxe aos participantes informações sobre a raça Holstein – uma variedade da nossa tradicional vaca holandesa -, além de dados relevantes referentes à indústria de laticínios dos Estados Unidos.

O painel, que contou com tradução simultânea, teve a participação de associados e parceiros da Apil/RS, interessados em conhecer mais sobre a criação da raça nos EUA, que, inclusive, exporta a genética Holstein para mais de 50 países.

A Holstein Association USA é uma organização independente e sem ligação direta com o governo americano e, por isso, é reconhecida como uma fonte de informação confiável e imparcial. Sua missão é oferecer liderança, informações e serviços para ajudar membros e proprietários de laticínios de todo o mundo a serem bem-sucedidos.

A diretora executiva, Jodi Hoynoski, destacou os avanços da indústria laticinista dos EUA graças à qualidade desta raça. “As Holsteins são internacionalmente reconhecidas como a raça mais lucrativa do mundo, por seu equilíbrio entre produção e qualidade”, destaca Jodi.

A raça é responsável pela produção de 93% de todo leite consumido nos EUA, e das 9,3 milhões de vacas leiteiras no país, quase 8,5 milhões são Holsteins.

Dentre as principais mudanças apresentadas no setor lácteo norte-americano de 1944 até os dias atuais, A Holstein Associetion destaca que houve uma redução de 79% no número de vacas, 90% menos área utilizada para laticínios, 65% menos água utilizada para laticínios, 76% menos adubo, 41% de redução na pegada de carbono total. O resultado disso foi um aumento de 64% na produção total de leite. De acordo com Diretora da Holstein Associetion, essa produção maior com um rebanho menor, se deve a otimização do manejo nas propriedades e na própria indústria.

Um dos principais questionamentos dos associados foi sobre o consumo do leite UHT. Jodi lembrou que nos EUA quase não se consome leite UHT, “a maior parte do leite consumido é fluído pasteurizado, recém saído das fazendas e vendido em garrafas ou galões”, explicou aos associados.

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